Reunião técnica promovida nesta quarta-feira (11 de fevereiro) contou com a presença de dezenas de servidores, que lotaram o auditório do Tribunal para debater novos rumos da fiscalização
Em reunião técnica que contou com a presença de dezenas de auditores de controle externo, os quais lotaram o auditório do Tribunal de Contas do Estado do Paraná, em Curitiba, o TCE-PR teve um momento para discutir, na manhã desta quarta-feira (11 de fevereiro), a inovação na fiscalização da administração pública.
O principal palestrante do encontro foi o secretário de Controle Externo de Governança, Inovação e Transformação Digital do Estado do Tribunal de Contas da União (TCU), Wesley Vaz, que falou sobre novos modelos de gestão no controle externo.
De acordo com o presidente da Corte, conselheiro Ivens Linhares, a ideia do evento foi compartilhar com os servidores do órgão de controle paranaense o novo modelo de auditoria do TCU, focado, segundo ele, na identificação de problemas e de soluções para eles por meio da interação com os agentes públicos responsáveis, com auditorias de duração menos extensa e relatórios também mais enxutos.
“Essa alternativa nos foi apresentada em reunião que tivemos com a equipe do TCU no início deste ano e me parece mais interessante. É uma questão para debate, planejamento e escolhas. Agora é um momento oportuno para realizarmos essa discussão na Casa, pois estamos planejando as auditorias que realizaremos ao longo do ano. Será uma conversa disruptiva”, afirmou Linhares ao proferir a fala de abertura do evento interno.

Na mesma linha, o coordenador-geral de Fiscalização do Tribunal, Rafael Ayres, destacou, ao mesmo tempo, a importância do trabalho que vem sendo realizado pelos auditores da Corte e de se procurar a inovação na busca de resultados mais efetivos para a controle externo exercido pelo TCE-PR.
“Essa é uma construção muito longa, mas tem resultados. O que não podemos perder de vista no processo de fiscalização é a necessidade de compreender o contexto dos problemas a serem enfrentados. A solução do problema sempre deve estar na nossa cabeça. Também é fundamental dividir responsabilidades, ouvir outras pessoas e solidificar processos internos que nos levem a melhorar a entrega do produto final das auditorias”, refletiu ele.

Palestra
O palestrante convidado, Wesley Vaz, do TCU, direcionou sua fala para os princípios do manifesto ágil, que prioriza os indivíduos e as interações mais do que os processos e as ferramentas. Para ele, este deve ser o norte da atividade moderna de controle externo sobre a administração pública.
“O problema que o controle externo precisa resolver é algo que existe lá fora que pode ser resolvido pelos auditores. Em outras palavras, o controle externo atua para resolver problemas relevantes da administração pública – sempre tendo em mente que a decisão sobre o que fazer e quando fazer é responsabilidade da gestão”, explicou Vaz.
Para exemplificar, ele apresentou dados sobre recente auditoria realizada pelo TCU, com base na nova metodologia, sobre proteção de pessoas idosas contra golpes digitais. O trabalho envolveu outros atores estatais como Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e polícias, tendo o Tribunal de Contas como uma espécie de “intermediador” na busca de soluções para os problemas identificados.